terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Caríssimos leitores e leitoras...

O Post que se segue a este é um poema recente, no qual tento abordar um problema que vemos crescer dia a dia em nosso país: em todas as capitais e grandes cidades brasileiras, mulheres ainda jovens e solteiras entram num mercado de trabalho no qual predomina políticas neoliberais, consumismo exacerbado e machismo absoluto.
Nas grandes corporações (bancos, cadeias de lojas, redes de shoppings, fábricas, etc.), muitas destas mulheres são sexualmente assediadas por homens geralmente casados e que detém cargos de poder (gerentes, chefes de departamento, supervisores, etc.). Algumas resistem corajosamente ao assédio, redobram seus esforços e conquistam um lugar ao sol por seus próprios méritos; outras, levadas pela extrema necessidade, acabam se submetendo. Outras, porém, escolhem o caminho mais fácil: são as que procuram espontaneamente os homens de poder e a eles se submetem sexualmente em busca de ascensão profissional, que pode vir na forma de comissões, promoções, facilidades outras, etc.
Sem nenhum falso moralismo, considero este terceiro caso algo bem pior que a prostituição. Os homens em questão, gerentes ou chefes ou seja lá o que, irão comentar, contar vantagens em mesas de bar junto aos seus pares. Na melhor das hipóteses, alguns deles irão negar com um sorrisinho malicioso, que é uma forma cínica de confirmar. Típico do machismo brasileiro, este é o jeito mais “eficaz” de reafirmar seu “poder”, sua “competência”. Em pouco tempo, toda a população masculina do ambiente de trabalho fica sabendo. A grande maioria se deleita em tecer comentários picantes. E muitos passam a vê-la como "disponível" para eles também, por que não?
É quando a mulher desce ao seu ponto mais baixo em termos de dignidade, de moralidade e de auto-estima. Foi pensando nestas mulheres que fiz o poema a seguir.

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