Tributo a Bob Sands
Os homens dessa estirpe
Guardam no peito a certeza
De que morrer é preciso
Pois navegar já se fez
Pelas mãos do opressor.
Para os homens dessa estirpe
Somente as explosões urbanas
E o matraquear das metralhadoras
Compõem a sinfonia louvável
O único idioma inteligível.
É que nunca há tempo para as lágrimas
De um povo que retém na pele
A lâmina do ódio secular.
E quantos projéteis pela carne adentro...
E quantas vidas pela carne a fora...
São tristes os homens do norte
E muitos anos de luta
Fizeram do seu país um cemitério
Onde exércitos inteiros são sepultados
E, sepultados, retornam
Ao ventre da grande mãe terra
Ao útero materno da pátria.
Francisco Cleóbulo Teixeira
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