Intocável, ela
Do seu trono no topo
De um Himalaia de dólares
Reina.
Dentre tantas deusas deste nosso tempo
Netas do Capitalismo, filhas do Consumismo
(as misérias do mundo são as cores delas)
É Cláudia a mais bela.
Os ricos escravos do consumo
Rainhas, princesas e drag queens
Vestem as suas peles
Mas ninguém, nem mesmo o grande mago Copperfield
Toca-lhe a Pele.
Nos camarins, despe-se e veste-se
Nas passarelas, desliza, virtual
Metamorfoseia-se, e só os grandes marchands
Lhe sabem os sifrões.
Não ama (os deuses nunca amam)
Não vê, não toca, não sente, não fala.
Ela apenas é
E para este mundo, isto basta.
Francisco Cleóbulo Teixeira
Nenhum comentário:
Postar um comentário