No início dos anos 80, eu era um garoto que sonhava com revoluções e acreditava na solução pelas armas. O IRA (Exército Republicano Irlandês) era o meu modelo por excelência: um bando de jovens idealistas e arrojados, lutando contra uma potência militar que já foi um dos maiores impérios do mundo (o Império Britânico).
Os Guerrilheiros do IRA eram admirados em muitas partes do mundo, inclusive nos EUA, de onde descendentes de irlandeses católicos (inclusive membros da família Kennedy) enviavam remessas em dinheiro. John Lennon os teria ajudado em dinheiro, e o U2, entre outras bandas de rock, rendeu-lhes homenagens com músicas (“Sunday, bloody sunday”, etc.).
O poema é principalmente um tributo a Bob Sands e a outros nove ativistas, que morreram em uma greve de fome porque queriam ser reconhecidos como prisioneiros de guerra, e não como presos comuns.
Hoje em dia, não acredito mais em grandes revoluções. E não creio mais na solução pelas armas.
Francisco Cleóbulo Teixeira
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