domingo, 19 de dezembro de 2010

Sobre o poema “Flor do tempo”

Este poema me veio numa noite de furor alcoólico, no longínquo ano de 1987. Eu estava chegando de viagem à minha cidade natal, mas o meu ânimo era de fuga: eu queria sair dali, daquela vida, e não precisar mais voltar. Pela velocidade com que dirigia, inconscientemente era como se quisesse fugir da própria vida...
Mas aquele era um tempo de noites furiosas, tempo de alegre e entusiástica autodestruição. Não penso mais assim, no que diz respeito aos lugares, às pessoas e às atitudes. Continuo pensando assim no que diz respeito à busca.

Nenhum comentário:

Postar um comentário