Ao sul desta linha
Os homens sucumbem, e sucumbem
Ao Sol carcereiro
Às intempéries do sangue
Aos arroubos da Lupocracia
À letargia.
Daqui os homens contemplam, e contemplam
A vida que se escoa ao longo
Dos dias aqui mais curtos
Onde nem as lápides permanecem
Porque a História veio nos porões
Das velas sopradas pelo Norte.
Aqui não perduram princípios
Códigos, normas
Porque batalhas não foram travadas
Não houve marchas
Nem contramarchas.
Nos campos, corpos, corações
Só carnavais.
O cenho franzido ante a espada
Os joelhos dobrados ante a cruz
Porque no ventre
Da terra e das mulheres
Só, e tão somente
Incertezas.
Francisco Cleóbulo Teixeira
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